Janelas do Zeca


 

A M I G O S!

 

Deixei um novo pequeno texto lá na casa nova:

http://janelasdozeca1.blogspot.com

Até lá!



Escrito por ozeca às 15h08
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Primeiro, quero agradecer aos que me avisaram e agora pedir desculpa aos que tentaram conhecer a nova casa. Faltava um nº 1 no endereço que deixei aquí. Agora já está devidamente consertado. Leiam... e desculpem este analfabético em informática... rs.  

 OLÁ, AMIGOS!

 

A nova casa está pronta! Devo todos os créditos à Loba e à Beti, que a entregaram decorada e pronta pra ser habitada.

O resto agora é comigo!

Confesso o frio na barriga que sinto agora, porisso, prefiro mudar-me aos poucos.

Deixei lá um texto experimental, além de outro escolhido e postado pela Beti, também criadora do lindo quadro que dá as boas vindas a todos.

O endereço é http://janelasdozeca1.blogspot.com e, assim que resolver mudar-me definitivamente, aviso aquí, tá?

Por enquanto estou testando. E me acostumando com portas, janelas, corredores. E testando a nova cafeteira e o forno para a preparação dos bolos e biscoitos com que pretendo recebê-los.

Aos curiosos que quiserem conhecer a nova casa, suas janelas já se encontram abertas. E, como aquí, serão imensamente bemvindos lá.



Escrito por ozeca às 14h05
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A TOCA DO JENS

Estou saindo agora da Toca do Jens,  cuja prosa me machucou! A toca, pra quem não conhece, é um espaço único, onde com um papo amigo ele deixa o seu recado. Nem lembro mais da primeira vez que a visitei, mas sei que durante muito tempo, não deixava rastros, também sem saber os motivos. De repente, há bem pouco tempo, comecei a comentar e hoje o tenho entre os meus blogs prediletos. O texto de hoje, domingo de eleições, mexeu comigo profundamente. Foi tamanho o impacto que acabei copiando o comentário que deixei lá e, com pequenos retoques, coloquei-o aquí. 

"Como conter a emoção diante de palavras tão carregadas de paixão e de determinação? Como conter a emoção diante de um texto que me lembra momentos que também viví? Não pelo Dutra, cuja trajetória acompanhei, mas não era do meu estado; mas do Lula, que seria o nosso Presidente, o Portador das nossas Esperanças. Como segurar a emoção, num domingo chuvoso onde, novamente se vai às urnas escolher os nossos representantes mais próximos, desta vez sem grandes esperanças, sem sonhos? Como conter a emoção diante do esquife da utopia em que todos nós, um dia, acreditamos? Putaqueospariu! Vamos tentar encontrar novamente essa fugidia esperança? Vamos tentar resgatar nossos sonhos perdidos? Vamos transformar a falecida utopia numa fênix? Ou vamos entregar os pontos e chorar sobre os escombros daqueles gigantes caídos? Um grande abraço, carregado de emoção e de vontade de me sentir vivo novamente."

Gostou? Então, vá e confira.

 


Raramente abro e-mails com PPS ou mensagens prontas. Hoje, abri uma excessão e vejam só a mensagem recebida:

 

Coisas que ninguém conta pra gente!

Serviço 102
Quando você precisar do serviço 102, que custa R$ 2,05, lembre-se que agora existe o concorrente que cobra apenas R$ 0,29 por informação. Fone: 0300-789-5900.


Correios
Se você tem por hábito utilizar os Correios, para enviar correspondência, observe que se enviar algo de pessoa física para pessoa física, num envelope leve, ou seja, que contenha mais ou menos duas folhas, para qualquer Estado, e bem abaixo do local onde coloca o CEP  escrever a frase 'Carta Social', você pagará somente R$0,01 por ela. Isso está nas Normas afixadas nas agências dos correios, mas é claro que não está escrito em letras graúdas e nem facilmente visível. O preço que se paga pela mesma carta, caso não se escreva 'Carta Social', conforme explicado acima custará em torno de R $0,27 (o grama). Agora imaginem no Brasil inteiro, quantas pessoas desconhecem este fato e pagam valores indevidos por uma carta pessoal diariamente?

Telefone Fixo para Celular

Se você ligar de um telefone fixo da sua casa para um telefone celular, será cobrada sempre uma taxa a mais do que uma ligação normal, ou seja, de celular para celular. Mas se acrescentar um número a mais, durante a discagem, lhe será cobrada apenas a tarifa local normal.

Resumindo: Ao ligar para um celular sempre repita o ultimo dígito do número.
Exemplos: 9XXX - 2522 + 2   ou   9X7X - 1345 + 5

Atenção: o número a ser acrescido deverá ser sempre o último número do telefone celular chamado!

Lista Telefônica - Informações

Para informações da lista telefônica, use o nº 102030 que  é gratuito, enquanto que o 102 e 144 são pagos e caros.

Você sabia dessas coisas? Quase ninguém sabe! Ou, não se importam. Mas vale a pena divulgar.

 



Escrito por ozeca às 12h33
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 AOS QUE JÁ CONHECEM A HOMENAGEM À ILAINE

No final da homenagem, acrescentei um pedido da Meiroca.

Confira. Vale a pena.

obs.: esta nota não coube lá. Coisas de capacidade do UOL!!!

 

 

Aproveito para me desculpar com todos pelas falhas nas visitas. Prometo regularizar tudo nos próximos dias.



Escrito por ozeca às 15h18
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À Ilaine

abrindo seu baú de espantos

 

Hoje quero homenagear Ilaine. Uma amiga gaúcha, que mora na Dinamarca com seu marido Hermann. É mãe de Matheus e Christian e encontra tempo e espaço em sua vida para semear sensibilidade em textos que sempre me deixam emocionado.

Adoro passear pelos caminhos traçados pelas suas letras, que com uma linguagem poética nos descreve, ora a casa em que moram,

 

“(A casa)

Moramos agora no quarteirão dos compositores que, por hora, parece um jardim de malvas. Elas crescem por todos os lados e florescem em múltiplas cores. A casa é de fato muito engraçada... Como dizia Vinícius. Tem muitas escadas e portas lindas, assoalho de madeira pigmentado de branco. Aliás, tudo é branco e há muito espaço para sonhar. Adoro-a. A sala de janta tem uma grande porta de vidro de onde se vai para um pequeno jardim. Lá a ameixeira está carregadinha de frutos, estão maduros, bem roxos. Os pássaros fazem festa e as abelhas vêm experimentar mel e as marmeladas no café da manhã. Me visitam sempre e trazem novos amigos. Acho que gostaram, assim como eu. Hoje apanhei ameixas, vou dá-las para minha vizinha.
É uma casa muito engraçada... Tem vidraças, mas não tem venezianas e, nem tampouco, grades... Iluminada!”

 

ora a chegada de uma nova estação.

 

“(Outono)

Caminho pela alameda de castanheiras e ouço o farfalhar das folhas, o mundo parece um milagre matizado. As árvores, antes verdes, agora estão pintadas, todas elas. Pequenos arbustos se retorcem irrequietos com o vento. Tento decifrar a magia dos fulgores e das sombras, dos ruídos e do sossego. Parece-me um concerto, é a melodia do tempo que urge e se modifica.”

 

 

Ou o passeio feito a outra cidade ou a um museu.

Quando fala do vento, por exemplo, um arrepio percorre minha pele, que também pode arrepiar-se diante da descrição de uma folha seca caindo...

 

“(Ventos)

Ventava muitos ventos por lá. Às vezes era brisa, outras vezes tempestade, furacão. Vento forte, feiticeiro. Ele balançava meus cabelos e requebrava minha alma balbuciante. Ah, ele era tão falante, tão ventante... Varria tudo pelos ares, as folhas caídas, as roupas do varal, os brinquedos espalhados no jardim. Espanejava pensamentos. Eu estendia os braços. Queria sentir a brisa amiga a ultrapassar os meus dedos. Brincava com o vento dançante. Corria em direção contrária, abraçando-o, aprisionando a sua força em meu pequeno corpo. Ele desbravava, fazia chorar a árvores, amedrontava as abelhas e calava os pássaros. Inquietava a natureza, enchendo-a de ruídos engraçados. E eu ria de sua extravagância. Vento norte, depois de três dias, chuva forte.”

 

Ah, mas quando ela fala da chuva... me remeto à infância e sinto os pingos escorrendo pelos meus cabelos, roupa colada no corpo e a doce sensação de liberdade

 

“(Chuva)

Chuva que cola na face... e cai no chão.
É fria e doce, pingo indolor.
Ando na chuva acompanhada, rendida.
Paisagem regada, cabelo escorrido.
Ela forma bolhas brilhantes, redondas.
Em cima da folha há um suave fulgor,
lantejoula molhada nas pétalas da flor.
Chuva que toca a pele, laivo marcado.
Sublime encanto, pensamento alado.”

 

Quando Ilaine se empolga e se solta mais, cria jóias raras que nos trazem notícias da infância, com sabor de casa de avós, de recordações bem guardadas, de doce em calda

 

“(Hora do Conto)

Como num rasgo, subo as escadarias e entro no casarão. Normalmente vou para a varanda, que é arejada, de janelas escancaradas. Tudo ali é minuciosamente arrumado. Há poucos móveis, mas o ambiente é acolhedor e sereno. Bem no centro da sala há uma mesa grande, feita de madeira nobre, onde repousa uma pedra semi-preciosa. Tem a forma de uma concha e guarda em seu interior minúsculos pontinhos brilhantes. Toco-a levemente para sentir sua espessura, mas não ouso manuseá-la.”

 

Eu gosto muito dessa moça e quero apresentá-la a todos os amigos. Quem ainda não a conhece, faça uma visita e tenho certeza que será recebido com o carinho de alguém que vive a saudade da sua terra (ela é gaúcha), e adora um bom papo em nossa língua materna.

 

Obs.: recebí perguntas sobre o acesso ao Baú de Espantos. Basta clicar sobre as palavras que estão em verde mais claro. É fácil.

 


 

Meire on Setembro 29th, 2008

 

Brasil se ilumina de rosa em outubro no combate ao cancer de mama

Campanha "Nao aceite informacao pela metade", idealizada pela FEMAMA, e o movimento "Outubro Rosa - Mulher Consciente na luta contra o cancer de mama" tem o objetivo de alertar a sociedade brasileira para a importancia da realizacao do exame de mamografia para o diagnostico precoce da doenca e tratamento adequado do cancer de mama.

"Posso contar com sua ajuda p/ divulgar esta causa e esta blogagem dia 01/10?"

Recebi o convite acima da Samantha Shiraishie nao pensei duas vezes, aceitei.

E faço o mesmo convite a voces:

Posso contar com sua ajuda para divulgar esta causa e esta blogagem dia 01de outubro10?


Claro que a resposta de voces serah um enorme e numeroso SIM.

Contamos com voces.

Mais informaçoes no site da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) e no blog da SAM.

Meire


--
Meire
www.meiroca.com
www.tirrenagrafiche.it



Escrito por ozeca às 16h29
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Amigos,

por esses insondáveis caminhos da internet, acabei me perdendo nos últimos dias e fiquei sem acesso aos meus e-mails e, consequentemente, sem poder postar também. Até agora não sei o que aconteceu. Também não sei se vale a pena querer saber. Talvez seja melhor seguir a maioria e transferir este blog para o Blogspot (percebí que a esmagadora maioria dos blogues que visito estão lá). Estou pensando no caso.

Enquanto isso, gostaria de fazer um template mais bacana para recebê-los com mais conforto. Andei visitando alguns "fazedores de templates", mas até agora ainda não decidi nada, por, na verdade, não ter encontrado nada de novo nos modelos que eles deixam para examinarmos. Eu não quero nada especial, apenas o básico, sem grandes firulas. Gosto de espaços limpos, claros e de facílimo acesso. Também não entendo nadica de nada do assunto, porisso, se alguém tiver alguma sugestão ou alguém para indicar, aceito com satisfação.

No caso de um template novo, acho que poderia unir o útil ao agradável e passar o blog para outro endereço, mais receptivo e amigável. O que acham? Aceito tudo, palpites, sugestões, simpatias e até benzedura.

Deixo meus beijos para as meninas e meus abraços para os meninos. Se alguém quiser beijos e abraços, sirva-se à vontade. Não discrimino ninguém... risos.

Prêmio Arte y Pico

Originalmente Criado Pelo Blog Arte y Pico,

O Blog Janelas do Zeca Recebe o Prêmio Arte y Pico:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adorei o presente recebido das amigas Shay e Sissi!

Como Funciona:

1. Os vencedores devem escolher 5 blogs que consideram merecedores deste prêmio para a criatividade, material interessante, e para contribuir com a comunidade de blogs em qualquer língua.

2. Cada um dos 5 blogs selecionados devem incluir o nome do autor e um link para o seu site a ser visitado pelos leitores.

3. O beneficiário deve mostrar o prêmio e indicar o nome e o link para o blog que foi entregue.

4. Todos os beneficiários deste prêmio devem incluir um link para o site Arte y Pico para informar os leitores sobre a origem deste prêmio.

Como costumo fazer nestes casos, prefiro deixar a liberdade de escolherem o selo para os amigos queridos, já que não conseguiria escolher apenas cinco entre todos.

 

 



Escrito por ozeca às 13h40
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À Beti Timm

 

A Princesa das Artes resolveu botar pra quebrar e soltar todas as suas

inspirações artísticas, colocando-as pra fora com força total. E nessa

enxurrada artística, acabei sendo atingido por nada menos que três

desenhos, cada um melhor que o outro.

 

 

Ela resolveu dar vida ao Sapo Zeca, mostrando-o,

primeiro todo charmoso, com um chapéu elegante e um olhar

que procura no horizonte pela princesa distante. Depois, mostrou-o num

flagrante mais íntimo, curioso, tentando descobrir, com o corpo meio escondido,

meio protegido, os grandes enigmas e segredos da vida.

 

 

 

Como o Sapo Zeca se revelou um bicho rebelde, ela mostrou-o em sua

outra versão, desta vez como o Bode Zeca. Esse bode é mais

astuto e arredio, encobrindo com uma cara de paisagem,

aquilo que lhe vai mais intimamente.

 

 

Se gostaram dos desenhos da Beti, vão gostar também das suas palavras.

Vale a pena conhecê-la. Vão lá! Quem sabe acabem enfeitiçados,

recebendo apelidos tão carinhosos quanto esses e, de quebra,

desenhos tão bonitos?!

 

Ou então, se ela estiver mesmo inspirada, talvez escreva

um maravilhoso poema, como este que me presenteou:

 

Entre sapos e bodes

 

Pulo aqui

pulo acolá

onde brejo eu encontrar

até debaixo de saias já andei

onde um vale encantado encontrei

e lá muito me fartei

já pulei entre dois morros

que gêmeos pareciam

de tanto que eram iguais

e de lá não quis sair mais

até surgir no meu caminho

um bode, todo enfezadinho

com arcos na cabeça enrolados

e uma barbicha estranha

com pelos enrolados

bufando como um touro cheio de manha

e pra cima de mim se botou

sem saber o que ali eu tinha

acabando então, com a  minha festinha.

 

 

 



Escrito por ozeca às 13h37
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Estou indo novamente pra São Paulo.

Reunião de trabalho e nova visitinha ao médico,

desta vez praquele examezinho chato

que nenhum de nós gosta de fazer... rs.

Volto logo!

Fique com Tereza Salgueiro e seu Milagre...

 

 

MILAGRE

 

 

Nem parecia inverno! O sol brilhava, inclemente, sobre as plantas do jardim. Nem os insetos se atreviam a voar devido ao calor. Dentro de casa, mesmo com todas as janelas abertas, nenhuma brisa movimentava as finas cortinas de voal. Ao longe, os latidos de um cão chamavam à realidade. Pouco a pouco todos os ruídos da rua foram se reintroduzindo em suas divagações. Sobre as pernas, o livro que tentara ler, jazia com as páginas abertas, como se também ele procurasse um pouco de ar para se refrescar. Os olhos, perdidos ao longe, procuravam no passado, imagens da felicidade que se despedira há tanto tempo. Nos ouvidos, os sons rotineiros misturavam-se a outros, quase esquecidos, que voltavam com imagens antigas. No quarto, um rumor de gavetas se abrindo sugeria a presença de alguém. De repente, música! A voz de Tereza Salgueiro eleva-se sobre os instrumentos do Madredeus, cantando os versos repletos de lirismo de Milagre:

 

“É grande o silêncio, aguardo o milagre,

chegas amor finalmente,

ó meu amor, mesmo tarde.”

 

Seus lábios se rasgam num sorriso contido, que esconde os dentes. Seus olhos sonhadores acendem um lampejo de esperanças renovadas, de sonhos ainda não de todo desfeitos. Levanta-se e caminha, lentamente até o quarto. Nenhuma gaveta aberta, a cama totalmente arrumada, nem uma meia fora do lugar. Ilusões. Apenas ilusões. Volta para o sofá e fecha o livro, colocando-o sobre a mesinha. Um copo com um pouco de suco de laranja deixava uma mancha sobre a madeira encerada. Margaridas murchavam num vaso quase sem água, na mesa lateral. A lâmpada do abajur, acesa, desde a noite anterior. E continuaria assim, na tentativa de iluminar os caminhos dos fantasmas que assombravam aquela casa.

 

                  “Onde está a tua voz,

                   quero ouvir a tua voz...”

 

procurava a voz de Tereza. O refrão se repetia e seu coração murchava, pois a não ser a voz gravada de Tereza, nenhuma outra rondava aquele silêncio, aquela casa. Copos bateram na cozinha. O som da água da torneira caindo dentro da pia como se alguém estivesse lavando pratos reclamava sua presença para confirmar a inexistência de tamanha solidão. A torneira estava fechada, não havia copos nem pratos sobre a pia. O fogão, há dias não se aquecia com panelas borbulhando. Sobre a mesa, apenas um prato com restos de um pãozinho e uma xícara pela metade de café solúvel frio. Um guardanapo descansava sobre o encosto de uma das cadeiras. Na sala, murmurava a voz de Tereza:

 

                  “E vou livremente,

contigo a meu lado,

tenho o meu mundo contente,

neste sonhar acordado.”

 

Retorna em passos lentos à sala, com a disposição de desligar o aparelho de som quando, um rápido movimento no jardim leva seus passos em direção às plantas arrefecidas pelo enorme calor. Uma costela de adão agigantada pela terra adubada movimenta suas folhas sem nenhuma brisa no ar. Como se alguém tivesse caminhado por entre suas enormes folhas recortadas. Seus olhos passeiam pelo jardim bem cuidado, pela grama recentemente aparada, pelas pequenas plantas floridas. Nada. Nenhum fantasma passeia entre as plantas. Lá dentro Tereza se despede:

 

                  O desejo pretende,

                  louvar a saudade,

                  a tua voz anda ausente,

                  e eu estar contigo é milagre.”

 

Passos lentos no retorno ao sofá. O livro fechado oferece-se como companhia. Suave brisa movimenta, enfim, as cortinas de voal.

 

 



Escrito por ozeca às 13h17
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 HOJE É DIA DE MEMES...

 

 

  

 

Recebi um prêmio da Jeanne, dos Blogs Espiritizar e Consciência e Vida. Agradeço a ela por todo o seu carinho.

 

REGRINHAS:

                     i.        Deve ser concedido a sete pessoas generosas, espontâneas e alegres.

                    ii.        Colocar o link de quem lhe deu o prêmio.

                  iii.        Colocar o link das pessoas a quem deseja oferecer o prêmio.

                   iv.        Responder a duas simples perguntas:

a)    Qual a tua maior virtude? Tentar sempre ser uma pessoa melhor.

b)   Qual o teu maior defeito? Sou extremamente guloso, em todos os sentidos.

 

Bem, então vou repassar este simpático meme para: todos aqueles que se interessarem. Não poderia oferecer o prêmio para apenas sete, pois todos que constam da minha lista de links o merecem.

 

ABAIXO TEM OUTRO...

NÃO COUBE AQUÍ...

 



Escrito por ozeca às 13h05
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HOJE É DIA DE MEMES...

 

(CONTINUAÇÃO)

 

Recebi este meme do Miguel, do Prosa e Verso e uma ordem do mestre deve ser executada logo...

  •  DESCREVA-SE: Sou um jovem idoso, que se orgulha da experiência de mais de meio século, mas se encanta todos os dias com as novidades que a vida apresenta, procurando aproveitar da melhor maneira todos os ensinamentos que recebe. Gosto de companhia, mas prefiro a dos amigos à de uma pessoa especial, que não existe neste momento. Caso apareça (no que não acredito), vamos ver o que vai dar... Escrevo por paixão, já que para tal não recebi formação.

  • O QUE AS PESSOAS ACHAM DE VOCÊ? Tenho a impressão de que sou “gostável”, pois as pessoas me procuram, me convidam e se mostram receptivas, interessadas, atenciosas.

  • DESCREVA O ATUAL RELACIONAMENTO: Qual? O sexual? Isso fica entre quatro paredes. Ou, inserido na paisagem...

  •  DESCREVA A ÚLTIMA RELAÇÃO: Se for sexual, é intima demais para ser descrita em público. Se for a amorosa, foi longa o suficiente para se esgotar e deixar, em seu lugar, uma bela amizade.

  •  ONDE QUERIA ESTAR AGORA? Não sei... Talvez comendo uma deliciosa bacalhoada no Porto. Adoro Portugal e sempre que me perguntam sobre lugares onde gostaria de estar, é o que me vem primeiro à cabeça.

  • O QUE VOCÊ PENSA SOBRE O AMOR? Sinceramente, não sei direito. Meus amores sempre são regulados pela paixão, que arde como uma bela fogueira, até que se apague. Acho que não sei amar...

  • COMO É SUA VIDA? Menos movimentada do que costumava ser a apenas alguns anos. Mas vivo numa cidade paradisíaca, numa boa casa, rodeado de amigos. Faço um trabalho que gosto, e estou em constante aprendizado. Só não tenho o amor cantado pelos poetas. Mas tenho minhas paixões. Precisa mais?!

  • SE TIVESSA DIREITO A APENAS UM DESEJO... Ficaria todo atrapalhado, sem saber o que pedir, pois desejaria tantas coisas... Mas acho que, atualmente, priorizaria a saúde física e mental.

  • UMA FRASE SÁBIA: Procuro viver o presente, aproveitando os ensinamentos do passado.

  • UMA FRASE PARA OS PRÓXIMOS: Respeitem a experiência dos mais velhos. Ela pode ser uma fonte inesgotável de conhecimento e aprendizado. Mas não se engane pensando que os idosos sabem tudo. Existe muito a aprender com os mais novos. Então, respeitemo-nos.

  • INDICAÇÕES: Como costumo fazer nesses casos, prefiro não indicar ninguém, deixando aberta a possibilidade a todos que se interessarem por este gostoso exercício. E, se alguém resolver fazê-lo, me avise quando for postar.

Deixo a todas e todos, beijos e abraços. Escolham conforme suas preferências.

 



Escrito por ozeca às 13h03
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À Cherry

 

Versão masculina do texto “Espiando a vida de outra”, em homenagem aos sempre deliciosos textos dela.

Este é do primeiro semestre de 2006...

 

 

DESPREZO

 

Eu Sei. E ela finge acreditar que nada sei. Seus olhos sorriem quando alguém comenta que ele perguntou por ela. Seu corpo se apruma, automaticamente leva as mãos aos cabelos, afofando-os e alisa as roupas que sempre lhe assentam tão bem. Como se ele pudesse chegar a qualquer momento. Até inventou um curso de pós-graduação, ela sempre tão preguiçosa com os estudos, talvez para desmenti-lo e surpreendê-lo. Se fosse por mim, ou até mesmo por ela, continuaria com sua vidinha de dona de casa (mediana), que aguarda as tardes de sábado para um cineminha e uma pizza à noite. Nessas saídas semanais (e rotineiras) mal trocamos algumas palavras e raramente ela me olha nos olhos. Nas poucas vezes em que não declara dor de cabeça, cansaço ou dor na coluna, fecha os olhos para sonhar que está entre os braços dele, deixando-o  vasculhar suas intimidades e inundá-la com sua semente. Depois, levanta-se imediatamente e toma um banho demorado para limpar-se de qualquer resquício do meu corpo, do meu carinho, dos meus beijos. Deita-se de costas e finge dormir imediatamente. Sei que ela lhe escreve longas cartas, jamais enviadas, guardadas num pequeno baú forrado de cetim lilás e amarradas com uma fita cor de lavanda. Quando ouve algum comentário sobre uma possível nova namorada, ela se exaspera e diz saber que aquilo é fogo de palha; não dura mais que alguns dias. Eu sei que ela se sente humilhada quando constata que ele não se interessa mais por ela. E não podendo fazer diferente, desconta seus humores em mim, estragando minhas camisas, deixando de preparar o jantar ou estourando meu cartão de crédito em compras desnecessárias. Eu sei que ela me despreza por ter pedido aos médicos o exame de DNA do filho que ansiamos por longos meses e não chegou a ver a luz, ouvir os sons, sentir os cheiros da vida. E eu ainda exigi o exame dele, que comprovou a paternidade já desconfiada. Quando relembra esses fatos ela me olha nos olhos. E seu olhar me machuca, como se cortasse fundo minhas carnes, como se arrancasse partes da minha própria existência. São chicotadas com pontas de ferro em brasa cujos ferimentos jamais cicatrizarão. Eu sei que o nome dele traz música aos seus ouvidos, e o meu traz o som dos grilhões que ela arrasta atrás de si, como expiação dos seus pecados. Ela não me deixa por querer que ele pense que somos um casal feliz. E tudo suporto calado, ruminando minha dor, pois sem seu desprezo eu seria o mais solitário e infeliz dos seres.

 



Escrito por ozeca às 13h50
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Currículum Vitae

(de um pobre coitado)

Sou um cara sem rumo, sem prumo e sem endereço fixo. Já fui soldado, hippie, bom moço, comunista, juventude transviada e agora sou socialista. De meu não possuo nada, apenas este enorme nariz que vive se enfiando onde não deve. Dois pés que vivem tropeçando um no outro e duas mãos que nunca sabem onde devem ficar. Ou o que devem coçar. Tenho também duas mudas de roupa, dois pares de meias furadas e um par de sapatos velhos que me acompanham aonde quer que eu vá.

Vejo o mundo por trás das grossas lentes de uns óculos cuja haste está presa por um esparadrapo sujo. Os olhos, desde menino, viraram um na direção do outro e nunca mais desviraram. Ouço bem, mas prefiro fazer ouvidos moucos, pois todas as palavras que ouço são loucas. Uma vez me disseram que sou tão gordo que as pessoas fazem cooper correndo em volta de mim. Não liguei a mínima pra isso.

Quando me interesso por uma mulher, minhas cantadas são ignoradas, mas algumas fazem a caridade de deixar-me descansar a cabeça entre suas coxas. Cheiro virilhas, cuspo pentelhos e, com as mãos, procuro-lhes os seios. O pequeno pau, duríssimo, acaba procurando seus caminhos e, quando não os erra, ejacula rapidamente. Depois corro pra privada e lavo o pequenino direitinho. Não sei por que elas acabam sempre me xingando, pois pago regiamente pelos seus serviços.

Nunca namorei, nem amei uma mulher. Nunca ofereci flores, bombons ou brilhantes. Nunca escrevi bilhetes ou cartas, nem telefonei para qualquer uma. Mas adoro apoiar a cabeça entre seios fartos e cheirar a mistura de sabonete e suor que emana deles. Por isso, quando encontro alguma incauta, dou-lhe camisas, meias e cuecas para lavar. Muitas ficam putas da vida e se vão, me deixando literalmente na mão.

É impossível explicar a angústia que bate quando sou estimulado por uma delas a entendê-la, olhá-la e vê-la. Eu as prefiro sem nome, endereço, telefone. Pago por noite, ou por hora e nem me despeço. Como bom socialista que sou, deixo-a livre para atender e saciar outro homem. Ou outra mulher, se ela quiser.

As mulheres são irritantes em sua mania de amar. E quando querem namorar, então? Tornam-se insuportáveis. Eu quero apenas continuar na minha solidão, podendo tê-las todas ao meu redor, para satisfazer meus instintos mais baixos quando me apetecer.

Me chamam de cretino, dizem que sou cruel e manipulador. Não quero ser julgado, nem tampouco amarrado. Quero apenas viver minha vidinha insípida sem arrastar ninguém atrás de mim. Talvez, se aprendesse a ser homem de verdade, pudesse permitir que algum sentimento mais nobre se apoderasse de mim, calando minha boca e mudando-me o olhar. Mas toda vez que uma mulher, cujo nome nem sei, fecha com a sua boca as minhas palavras, as suas pernas se abrem e meu pintinho enlouquece.

Não me acusem de machista, chauvinista, nem de politicamente incorreto. Sou apenas um pobre coitado, sem eira nem beira, que ainda não encontrou seu próprio lugar neste mundo louco, onde cada um quer garantir sua fatia de qualquer coisa.



Escrito por ozeca às 19h54
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AMIGAS E AMIGOS

do lado esquerdo do peito...

 

Ainda não estou pronto para retornar, pois assumi tantos compromissos ligados ao mundo das artes, que tenho estado praticamente vinte e quatro horas por dia voltado para isso. Estou preparando duas exposições importantíssimas para o Aecio.

 

A primeira, em setembro, será conjunta com um evento de moda, onde os quadros estão sendo preparados com os vestidos que serão usados pelas manequins que desfilarão entre os quadros. É mais ou menos assim: o artista pinta suas próprias modelos usando os vestidos da exposição, segundo sua própria concepção. Durante a exposição, as modelos profissionais, usando os vestidos, desfilarão por entre os quadros. Eu nunca vi isso, mas pode ser que fique bastante interessante. Esse desfile acontecerá em São Paulo e quando tiver todas as  informações sobre data e local eu aviso.

 

A segunda será mais convencional, no dia 30 de outubro, na Galeria Mali Villas Boas. Serão expostos entre 20 e 25 quadros, também em preparação, com a temática “Roupas de ver Deus”. É uma pesquisa do artista no Vale do Jequitinhonha, sobre as roupas que as pessoas usam aos domingos, dias santos e festas religiosas. Ele pintará seus modelos usando essas roupas. Mais detalhes ainda estão em discussão e é isso que está dando mais trabalho.

 

Eu estou preparando praticamente tudo sozinho, desde os preparativos burocráticos e financeiros, até os cuidados com release, flyers, convites e divulgação. São reuniões e tempo despendido, que só quem está fazendo é capaz de avaliar. Mas estou adorando esse trabalho todo!

 

Agora quero agradecer as visitas e os comentários sempre gostosos de: Boca, Dora, Índia (2), Grace, DO, Miguel, Betti, Camille, Luma (2), Elza, Marcinha (2), Tânia, Bruna, Jacinta, Batmarko, Jeanne, Dani, Loba, Dacio, Cherryzoca e Ilaine.

 

Agradeço também as visitas especiais de Angela, Neinha e Evanir, que apareceram pela primeira vez. Voltem sempre!

 

E para finalizar, deixo para todas e todos, beijos (amigos, apertados, carinhosos, amorosos, apaixonados, encantados, encarnados, sensuais, safados, molhados e de muitas outras variedades) e abraços (amigos, apertados, carinhosos, amorosos, apaixonados, encantados, encarnados, sensuais, safados, molhados e de muitas outras variedades ). Em ambos os casos, nunca desapertados, frouxos, sem gosto nem sal ou desligados. Escolha conforme suas preferências e, se tiver vontade, retribua que gostarei demais.

 

Até mais!

 



Escrito por ozeca às 14h13
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OLÁ, AMIGOS!

 

Ainda não voltei, mas passei para receber o carinho de vocês, parte da alimentação da minha alma.

Agradeço as mensagens de Beti, India, Tânia, Loba, Saramar, Miguel, DO, Dora, ALF, Luma, Grace, Bruna, Camille, Bené, Marcelo, Boca, Sissi, Cõllibry, De, Keila e L.Rafael Nolli. A atenção e o carinho de vocês tornou ainda mais luminosa esta minha tarde.

Comigo está tudo bem e em poucos dias estarei de volta, com algumas novidades.

Para quem gostar, deixo beijos alegres, amigos, coloridos, quentes, apaixonados, voluptuosos e carmins.

Para quem preferir, deixo abraços nas mesmas qualificações acima.

Se gostar de ambos, fique à vontade. Escolha o(s) de sua preferência e retribua, se desejar.

Até a volta!

 



Escrito por ozeca às 13h38
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AMIGOS,

estarei ausente da internet entre uma semana e dez dias.

Vou fazer uma pequena viagem para resolver algumas pendências e fazer alguns exames médicos de rotina.

Até a volta. Abraços e beijos a todos, conforme as preferências.

Para quem ainda não leu, no post anterior deixei um conto do qual gosto bastante.

 



Escrito por ozeca às 15h53
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