Janelas do Zeca


 

Continuando minhas histórias que gostam de falar de mulheres, esta é uma que mostra uma mulher muito decidida e segura de sí...

SLAVE

 

Maíra sentia um vazio no peito. Estava deprimida, sozinha, sem objetivos claros. Precisava fazer algo para mudar aquilo, pois sempre fora atirada, decidida. Acessou a internet e entrou num site de encontros, onde, após três ou quatro tentativas, entabulou um papo legal com um cara que se denominava Slave. E Slave não queria sexo virtual; queria encontrar pessoalmente com ela para travarem conhecimento e, se rolasse algo, aí veriam. Marcaram para dali a duas noites, num bar conhecido. Ela se preparou com esmero, caprichou na maquiagem e vestiu o vestido vermelho, que realçava seu corpo e delineava suas formas. A conversa rolou até tarde e Slave, além de bonito, era másculo, inteligente e cativante. Lá pelas tantas ela se rendeu aos seus encantos e aceitou o convite para passar a noite no apartamento dele.

 

Era um velho prédio no centro da cidade, que mantinha certa classe e dava um ar de respeitabilidade aos moradores. O apartamento era grande, embora imperasse um gosto kitsch na decoração, o que ela creditou ao fato de ele morar sozinho. As cortinas eram panos escuros pendurados em varões, que se arrastavam pelo chão. Os móveis, poucos, forrados com tecidos escuros, predominando vinhos e terras. Certa desorganização mostrava que ele não se preocupava muito em guardar coisas; livros espalhados, roupas sobre cadeiras, papéis empilhados e um objeto meio insólito sobre a mesa - um chicote daqueles  sadomasoquistas. Numa das paredes, algumas espadas, adagas e punhais substituíam quadros.

 

Ele serviu bebidas e ajoelhou-se à frente dela, abaixando-se até seus pés, onde se pos a lamber seus sapatos, antes de tirá-los e jogá-los num canto qualquer. Sem levantar-se, pediu que ela o empurrasse com os pés, o que o fez perder o equilíbrio e cair de costas. Ainda no chão, pediu que Maíra o pisasse e, se quisesse, o chutasse. Ela estava apavorada com o que percebia nesse comportamento dele, mas foi fazendo e, para sua surpresa, não deixando de sentir certo prazer em submetê-lo. Foi se sentindo excitada com a novidade e, sentando-se sobre ele, tirou-lhe a camisa, mordeu-lhe os mamilos, com certo prazer. Depois, sentindo-o excitado sob ela, foi tirando-lhe a roupa até deixá-lo deitado no chão, completamente nu. Pegou o chicote e começou a dar-lhe algumas chicotadas, a princípio sem força, mas à medida que seu prazer aumentava, aumentava também a intensidade das chibatadas. Visava o peito, depois as costas, as nádegas e coxas.  Enquanto o flagelava, começou a tirar o vestido vermelho, depois o sutiã e a calcinha, ficando tão nua quanto ele, que lhe disse ter, numa das gavetas, um par de algemas. Ela pegou as algemas e fez com que ele rastejasse até o quarto, dando-lhe, pelo caminho, novas e fortes chibatadas. Lá, havia sobre a cama uma coleira que, imediatamente foi colocada no pescoço dele. Algemou as mãos de Slave nos pés da cama, prendendo também a corrente da coleira e colocou um lenço dentro de sua boca, deixando-o totalmente à sua disposição. Usou e abusou do corpo dele tanto quanto quis, dando-lhe tapas no rosto, mordendo seus mamilos, seus lábios e outras partes, levando-o ao delírio. Com o corpo coberto de suor, foi sentando-se sobre o sexo em riste do rapaz e cavalgou-o vorazmente, até fazê-lo gozar entre gritos, tapas e chicotadas. Ela também gozou, tão abundante e ardentemente, como nunca havia conseguido antes. Deixou-se permanecer sentada sobre ele, sugando o resto de suas energias, deixando-o amolecer e afrouxar-se dentro dela. Soltou-se, foi até o banheiro, ligou o chuveiro e lavou-se toda. Enxugou-se, ajeitou os cabelos e voltou para a sala, onde jazia, no chão, o vestido vermelho. Vestiu-o sobre o corpo nu, calçou os sapatos e saiu, deixando de lembrança ao rapaz algemado no quarto, a calcinha e o sutiã. Antes de fechar a porta do apartamento ouviu-o chamando-a. A voz era abafada, incerta, insegura...

Desceu, tomou um táxi e foi para casa, onde dormiu o resto da noite como há muito não conseguia.

 



Escrito por ozeca às 14h29
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MAS QUE FARRA, HEM?!

 

 

 

Bem que eu tenho tentado ficar fora dos comentários sobre política, religião e relacionamentos, mas às vezes, isso é praticamente impossível. Hoje pela manhã, em conversa com alguns amigos, enquanto tomávamos umas caipirinhas nas quais, sem falsa modéstia, sou mestre, surgiu o assunto do momento: o uso de cartões corporativos pelo governo e seus funcionários. Tá certo! É assunto que surge mesmo. Mas alguém defender, com tanta segurança essa farra que estão fazendo com o nosso dinheiro, me deixa furioso. E quase perdi o amigo.

Desde o início do século, os cartões corporativos passaram a ser usados pelos funcionários de alto escalão do governo. Inicialmente apenas ministros e seus assessores poderiam utilizá-los para despesas imprevistas, especialmente durante viagens, desde que essas despesas tivessem relação com o exercício do cargo. No caso das repartições públicas, serviriam para dar maior flexibilidade nas compras que não precisassem de licitação. Como sempre acontece no Brasil, a intenção inicial era excelente, mas com o tempo, esses cartões se transformaram na nova mamata nacional. Os ministros passaram a utilizar os cartões para o pagamento de restaurantes caríssimos, bares noturnos, supermercados, artigos de decoração, materiais de construção, entre outros. Até a filha rejeitada do senhor presidente foi beneficiada pelo cartão de um segurança, o que acabou originando uma “reclamação” do governo em nome da segurança nacional (?).

Hoje a farra está disseminada não apenas nos ministérios, mas em todas as categorias, desde policiais federais até servidores do IBGE, passando pelos antropólogos da Funai.

Não existem critérios conhecidos para a distribuição desses cartões, o que facilita o uso dos mesmos pelos vários escalões do poder. E como inexistem tetos, os valores dependem do (bom) senso de cada usuário (?).

Uma das Ministras já pediu demissão do cargo, outros andam sobre a corda bamba e muitos usuários estão com as barbas de molho. O Lulalau já esbravejou, disse que discutir o uso dos cartões dos seus seguranças envolvia a própria segurança nacional e outras patacoadas mais. Só não pode dizer que não sabia de nada, não tinha visto nem ouvido nada, como é hábito.

A Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef mandou a Controladoria Geral da União investigar os cartões sob suspeita, numa tentativa de colocar um cadeado na porta arrombada,  mas até agora nada de novo aconteceu. Parece que, com o passar dos dias, o caso vai esfriando e, logo, logo, será mais uma pizza saindo dos pródigos fornos de Brasília.

Existe uma tentativa de investigar através da CPI mista (câmara e senado), que está sendo esvaziada pela folgada maioria de governistas que a compõem e cujo relator é um deputado do PT-RJ (Luiz Sérgio). Já conseguiram irritar a minoria da oposição, que ameaça deixar a CPI como forma de repúdio às manobras do governo para esvaziar e escamotear as investigações.

O governo alega que o uso dos cartões aumenta a transparência dos gastos. Mas não é bem assim, já que grande parte dos valores que aparecem nas faturas se refere a saques em dinheiro. Dos elevadíssimos valores até agora examinados, apenas uns 25% mostraram transparência. E provocaram a queda de uma ministra e o recuo para trás dos tapumes dos demais. Setenta e cinco por cento dos gastos continua numa vasta área nebulosa e cinzenta, aguardando um exame mais rigoroso, cujos responsáveis parece que ninguém sabe quem é. A maior parte dessa dinheirama refere-se a saques em dinheiro vivo nos caixas eletrônicos. Quem sacou? O que foi pago com esse dinheiro? Por quê? Aí, sim! Ninguém sabe, ninguém viu nem ouviu nada...

E o meu quase ex-amigo vem dizer que é normal? Transparente? Dizendo que na época do Fernando Henrique não existia essa transparência?! Não se trata nem mesmo de defender governos anteriores, mas acho absurdo esse discurso tipicamente petista de jogar todo o lixo descoberto sob os tapetes hoje, para o período do governante anterior. Acho que, uma vez descoberto o lixo, vamos cair em cima, fazer um mutirão e limpar de vez. E criar formas de evitar que outros venham novamente jogar lixo para baixo do tapete.

Para que serve o barbudo de plantão se vangloriar de ser o único governante a liquidar com a dívida externa? Serve para tampar o sol com a peneira, pois nem essa afirmação é totalmente verdadeira. E se fosse, não seria mais que a sua obrigação. É para isso que pagamos seu milionário salário e os dos seus apaniguados. E certamente não deveríamos arcar com os custos de bares, restaurantes, bebidas, peças de decoração, material de construção e tantos outros itens mais. Será que um dia teremos um pouco de decoro nos palácios?

 


 

Recebí este presentinho da Mary e, como não sei exatamente o que fazer, mas me sentí honrado com a indicação,

trouxe para cá do modo tradidional mesmo: copiando e colando. Se alguém quiser me ensinar, agradeço.

[blogdeldia.jpg]

 



Escrito por ozeca às 17h25
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