Janelas do Zeca


 

 AOS QUE JÁ CONHECEM A HOMENAGEM À ILAINE

No final da homenagem, acrescentei um pedido da Meiroca.

Confira. Vale a pena.

obs.: esta nota não coube lá. Coisas de capacidade do UOL!!!

 

 

Aproveito para me desculpar com todos pelas falhas nas visitas. Prometo regularizar tudo nos próximos dias.



Escrito por ozeca às 15h18
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À Ilaine

abrindo seu baú de espantos

 

Hoje quero homenagear Ilaine. Uma amiga gaúcha, que mora na Dinamarca com seu marido Hermann. É mãe de Matheus e Christian e encontra tempo e espaço em sua vida para semear sensibilidade em textos que sempre me deixam emocionado.

Adoro passear pelos caminhos traçados pelas suas letras, que com uma linguagem poética nos descreve, ora a casa em que moram,

 

“(A casa)

Moramos agora no quarteirão dos compositores que, por hora, parece um jardim de malvas. Elas crescem por todos os lados e florescem em múltiplas cores. A casa é de fato muito engraçada... Como dizia Vinícius. Tem muitas escadas e portas lindas, assoalho de madeira pigmentado de branco. Aliás, tudo é branco e há muito espaço para sonhar. Adoro-a. A sala de janta tem uma grande porta de vidro de onde se vai para um pequeno jardim. Lá a ameixeira está carregadinha de frutos, estão maduros, bem roxos. Os pássaros fazem festa e as abelhas vêm experimentar mel e as marmeladas no café da manhã. Me visitam sempre e trazem novos amigos. Acho que gostaram, assim como eu. Hoje apanhei ameixas, vou dá-las para minha vizinha.
É uma casa muito engraçada... Tem vidraças, mas não tem venezianas e, nem tampouco, grades... Iluminada!”

 

ora a chegada de uma nova estação.

 

“(Outono)

Caminho pela alameda de castanheiras e ouço o farfalhar das folhas, o mundo parece um milagre matizado. As árvores, antes verdes, agora estão pintadas, todas elas. Pequenos arbustos se retorcem irrequietos com o vento. Tento decifrar a magia dos fulgores e das sombras, dos ruídos e do sossego. Parece-me um concerto, é a melodia do tempo que urge e se modifica.”

 

 

Ou o passeio feito a outra cidade ou a um museu.

Quando fala do vento, por exemplo, um arrepio percorre minha pele, que também pode arrepiar-se diante da descrição de uma folha seca caindo...

 

“(Ventos)

Ventava muitos ventos por lá. Às vezes era brisa, outras vezes tempestade, furacão. Vento forte, feiticeiro. Ele balançava meus cabelos e requebrava minha alma balbuciante. Ah, ele era tão falante, tão ventante... Varria tudo pelos ares, as folhas caídas, as roupas do varal, os brinquedos espalhados no jardim. Espanejava pensamentos. Eu estendia os braços. Queria sentir a brisa amiga a ultrapassar os meus dedos. Brincava com o vento dançante. Corria em direção contrária, abraçando-o, aprisionando a sua força em meu pequeno corpo. Ele desbravava, fazia chorar a árvores, amedrontava as abelhas e calava os pássaros. Inquietava a natureza, enchendo-a de ruídos engraçados. E eu ria de sua extravagância. Vento norte, depois de três dias, chuva forte.”

 

Ah, mas quando ela fala da chuva... me remeto à infância e sinto os pingos escorrendo pelos meus cabelos, roupa colada no corpo e a doce sensação de liberdade

 

“(Chuva)

Chuva que cola na face... e cai no chão.
É fria e doce, pingo indolor.
Ando na chuva acompanhada, rendida.
Paisagem regada, cabelo escorrido.
Ela forma bolhas brilhantes, redondas.
Em cima da folha há um suave fulgor,
lantejoula molhada nas pétalas da flor.
Chuva que toca a pele, laivo marcado.
Sublime encanto, pensamento alado.”

 

Quando Ilaine se empolga e se solta mais, cria jóias raras que nos trazem notícias da infância, com sabor de casa de avós, de recordações bem guardadas, de doce em calda

 

“(Hora do Conto)

Como num rasgo, subo as escadarias e entro no casarão. Normalmente vou para a varanda, que é arejada, de janelas escancaradas. Tudo ali é minuciosamente arrumado. Há poucos móveis, mas o ambiente é acolhedor e sereno. Bem no centro da sala há uma mesa grande, feita de madeira nobre, onde repousa uma pedra semi-preciosa. Tem a forma de uma concha e guarda em seu interior minúsculos pontinhos brilhantes. Toco-a levemente para sentir sua espessura, mas não ouso manuseá-la.”

 

Eu gosto muito dessa moça e quero apresentá-la a todos os amigos. Quem ainda não a conhece, faça uma visita e tenho certeza que será recebido com o carinho de alguém que vive a saudade da sua terra (ela é gaúcha), e adora um bom papo em nossa língua materna.

 

Obs.: recebí perguntas sobre o acesso ao Baú de Espantos. Basta clicar sobre as palavras que estão em verde mais claro. É fácil.

 


 

Meire on Setembro 29th, 2008

 

Brasil se ilumina de rosa em outubro no combate ao cancer de mama

Campanha "Nao aceite informacao pela metade", idealizada pela FEMAMA, e o movimento "Outubro Rosa - Mulher Consciente na luta contra o cancer de mama" tem o objetivo de alertar a sociedade brasileira para a importancia da realizacao do exame de mamografia para o diagnostico precoce da doenca e tratamento adequado do cancer de mama.

"Posso contar com sua ajuda p/ divulgar esta causa e esta blogagem dia 01/10?"

Recebi o convite acima da Samantha Shiraishie nao pensei duas vezes, aceitei.

E faço o mesmo convite a voces:

Posso contar com sua ajuda para divulgar esta causa e esta blogagem dia 01de outubro10?


Claro que a resposta de voces serah um enorme e numeroso SIM.

Contamos com voces.

Mais informaçoes no site da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) e no blog da SAM.

Meire


--
Meire
www.meiroca.com
www.tirrenagrafiche.it



Escrito por ozeca às 16h29
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